O EDICC 9 contará com 3 mesas-redondas e uma mesa de discussão cultural ao longo dos quatro dias de evento, além de sessões de abertura e encerramento.

O Encontro acontecerá de forma híbrida, com atividades ocorrendo no prédio da Coordenadoria da Pós-Graduação do Instituto de Biologia (IB) na Unicamp, e transmitidas online no Youtube do EDICC.

 

27 DE SETEMBRO

 

Sessão de abertura

das 16h30 às 16h45
Local: Sala de defesa de teses do prédio da Coordenadoria de Pós-graduação do Instituto de Biologia (Unicamp)

Marcos Aurélio Barbai (Coordenador do Mestrado em Divulgação Científica e Cultural)
André Mateus Rodeguero Stefanuto (Coordenador do EDICC)
Flora Villas Carvalho (Coordenadore do EDICC)

Mediação: Milena Bachir Alves (discente do Labjor e membro da Comissão Organizadora do EDICC)

 

“Debates sobre clima, território e futuro: sobre florestas e pessoas que delas cuidam”

das 17h às 19h
Local: Sala de defesa de teses do prédio da Coordenadoria de Pós-graduação do Instituto de Biologia (Unicamp)
Palestrantes:

Susana Dias

Bióloga e artista visual. É pesquisadora do Labjor- Nudecri- Unicamp. Coordena o grupo multiTÃO (CNPq) que trabalha nas interfaces entre artes, ciências e filosofias na pesquisa e criação de materiais sensíveis voltados à comunicação e educação. É editora da Revista ClimaCom. Tem interesse nos estudos e experimentações que propõem alianças efetivas entre humanos e árvores, rios, mares, animais, florestas… e que buscam pensar o que podem essas alianças, esse estar-viver-junto em interações complexas e multidimensionais. É coordenadora do Tema Transversal de Comunicação do INCT Mudanças Climáticas Fase 2 e coordenadora da Rede Latinoamericana Divulgação Científica e Mudanças Climáticas. Atualmente faz pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes na Universidade Federal do Pará, em Belém.

Arlindo Baré

Etnia Baré
Terra indigena Cué-Cué marabitanas
Integrante e Co-Fundador do coletivo dos estudantes indigenas da Unicamp
Representante discente na CAIAPI- Comissões assessora indigena para inclusão dos povos indígenas. Representante no concelho Universitário – CONSU
Integrante da Comunicadores campanha do cocá Arpinsudeste- Articulação dos povos indígenas do Sudeste/APIB – Articulação dos Indígenas do Brasil. Estudante de engenharia elétrica da Unicamp. Coordenador do Encontro Nacional dos Estudantes – ENEI. Gestão Diretório dos Estudantes da Unicamp DCE. Presidente da União Plurinacional dos estudantes indígenas-UPEI

Nadia Tupinambá

Referência Tupinambá no Estado da Bahia reconhecida  Mãe , avó, liderança indígena, moro na Aldeia Tukum- Território Tupinambá de Olivença – Sul da Bahia.  Licenciada em Artes e Linguagens, Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena pela Universidade Estadual da Bahia/ UNEB. Educadora indígena e popular, formadora  de educadores indígenas da Bahia do programa: saberes indígenas na escola e na  formação continuada .Membro do Fórum estadual de educação escolar indígena. Palestrante, conferencista, cerimonialistas representando  o movimento indígena. Mestra Griô da tradição oral , e membro da comissão nacional de mestres e mestras Griô, da tradição oral. Foi reconhecida em 2020 como mestra de saberes através do Prêmio de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia Emília Biancardi 2020. 

Mulher Medicina conselheira espiritual e conselheira, do movimento político de mulheres da América Latina as Wairakunas, orientadoras das plantas a serem, utilizadas antes , durante e depois do parto, e trabalho com as manipulações das ervas medicinais, de cura e do feitio das pomadas, tinturas, águas de cheiro e óleos essenciais. Condutora das cerimônias da medicina da floresta Aywaska, cerimônia do sopro sagrado e da cerimônia  da bênção do templo (útero)  das mulheres , pra cura Ancestral usando a ginecologia natural, curativa e preventiva, à mulheres de todas as idades. Parteira e Condutora da roda de mulheres, para os cuidados dos florais da Lua, e do sagrado feminino. Cuidadora e guardiã das sementes nativas, e dos saberes ancestrais e imateriais, massoterapeuta e terapeuta holística.

Mediadore:

Maíra PadgurschiPós-doutoranda do Programa AmazonFACE pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura/Cepagri-Unicamp e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA

Descrição:

Os biomas e os povos de Abya yala são atacados desde a chegada e invasão dos europeus. No que veio a se chamar Brasil, primeiro derrubou-se grande parte dos biomas costeiros, como a Mata Atlântica. Com ela, resistiram e ainda resistem povos indígenas como os Kayngang, Krenak e tantos outros. A expansão para o ‘Oeste Selvagem’ impulsionada entre as décadas de 1960 e 1980 levou ao aumento da exploração do Cerrado e das partes mais internas do país. Nas décadas seguintes, a grande fronteira do desmatamento para expansão da agropecuária se tornou a Floresta Amazônica. Como em outros momentos da história, os ataques – não só – ao meio ambiente se intensificaram a partir de 2019. Tornam-se cada vez mais expressivos e vastos os impactos do desmatamento e da perda da biodiversidade, em união às mudanças climáticas. Os desdobramentos são muitos e cada vez mais conhecidos, por exemplo: a derrubada da Floresta Amazônica diminui a oferta de água pelos rios voadores; e a substituição da vegetação de cerrado por monoculturas diminui a disponibilidade de água nas bacias hidrográficas. Neste amplo espectro de destruição e exploração, os indígenas sempre foram e seguem sendo resistência contra um modelo de uso de terra e mercado destruidor; os inúmeros povos indígenas re(existem) com “ideias para adiar o fim do mundo” e manter a vegetação e seus povos de pé. Mas é preciso que seja uma luta unificada. É preciso cuidar não só da floresta, mas também das pessoas que cuidam dela. É preciso enxergar a floresta como algo vivo, rico em diversidades e pulsante, não só como imagem de satélite. Em 2020, as Terras Indígenas no Brasil perderam somente 1% das áreas de vegetação nativa, enquanto as áreas privadas perderam 20%. Embora sejam dados satelitais, nos ajuda a enxergar que falar de desmatamento, de vegetação de pé e do futuro dos nossos ecossistemas é, necessariamente, falar de indígenas, seus direitos e suas terras.

 

28 DE SETEMBRO

 

“Subjetividades resistentes, ocupações epistemológicas: corpos e identidades plurais na produção de ciência e cultura”

das 19h às 20h30
Local: ONLINE (TRANSMISSÃO PELO YOUTUBE)
Palestrantes:

Glenda Valim de Melo

Professora do Programa de Pós-Graduação em Memória Social, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Pós-doutorado em Linguística Aplicada pelo o Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É pesquisadora Jovem Cientista FAPERJ desde 2019 e pesquisadora produtividade CNPq desde 2020. Sua pesquisa recente está focada na performatividade de raça e interseccionalidades em contexto on/offline e coordena o grupo de pesquisa Performatividades, Raça e Interseccionalidades (PRINT/CNPq). 

Sebastian Wiedemann

Cineasta-pesquisador e filósofo. Doutor em Educação (Práticas Artísticas, Aprendizagem e Filosofia) pela Unicamp, assim como Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF. Sua obra audiovisual tem se apresentado em festivais e galerias nos cinco continentes e tem recebido focos e retrospectivas no Brasil, Colômbia, México, Espanha e Irlanda. Coordenador e curador do projeto e plataforma Hambre | espacio cine experimental. É docente-pesquisador na Universidad Pontificia Bolivariana (Medellín – Colômbia). Como autor publicou o livro “Deep Blue: Future Memories of A Livings Cinematic In-Between” (2019). 

Wakyla Corrêa

Assistente Social no Consultório na Rua de Belo Horizonte. Especialista em Atenção Básica/ Saúde da Família. Pós-Graduanda em Saúde Coletiva no Instituto René Rachou/Fiocruz Minas.

Mediadore:

Cristiane Dias

Possui doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (2004), Mestrado em Letras, Estudos Linguísticos, pela Universidade Federal de Santa Maria (2000) e Pós-doutorado na linha de pesquisa Língua, Sujeito e História, do Laboratório Corpus/PPGL-UFSM. Atualmente, é pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos – Labeurb-Nudecri/Unicamp e professora do Mestrado em Divulgação Científica e Cultural (PPG-DCC – LABJOR/IEL) e da Especialização em Jornalismo Científico (LABJOR/DPCT-IG e DM/IA). É Membro Associado do Laboratório Pléiade – Paris 13 e integra a Rede Franco-Brasileira de Análise do Discurso Digital (A2DI). É coordenadora do NUDECRI – Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente na área do discurso digital e novas tecnologias de linguagem. É autora do livro “Análise do discurso digital: sujeito, espaço, memória e arquivo” (Pontes), “Sujeito, sociedade e tecnologia: a discursividade da rede (de sentidos)” (Hucitec Editora), entre outros; além de ter inúmeros capítulos de livro e artigos publicados em revistas especializadas. Desenvolve pesquisa sobre linguagem no espaço digital, espaço urbano, refletindo sobre a produção e circulação dos sentidos, e sobre as processos de constituição dos sujeitos no mundo contemporâneo.

Descrição:

Há existências que demandam maneiras resistentes de significação, demandam maneiras mais engajadas com as subjetividades de se produzir, demandam novas formulações de sociedade: contra as violentas imposições das lógicas normativas, da cisheteronormatividade, do patriarcado, da branquitude, do capitalismo, do colonialismo, do cientificismo. Tratam-se de identidades resistentes, inconformadas, não-normativas, marginais, transgressivas. Subjetividades que, uma vez elásticas, dialógicas e politicamente contextuais, se fazem e refazem cotidianamente. A proposta dessa mesa é expor possibilidades na ocupação dos espaços sociais e acadêmicos, artísticos e culturais, científicos, midiáticos e comunicacionais a partir (e nunca apesar) de suas vivências, subjetividades e práticas. E oportunizar um debate sobre as existências contrahegemônicas, que, interseccionalmente transpassadas, se fazem presentes nos diversos campos do conhecimento e das artes.

 

29 de setembro

 

Abertura das mostras culturais, exibição e debate do filme “Fora de onde?”

19h
Local: ONLINE (TRANSMISSÃO PELO YOUTUBE)
Palestrante: Pamella Villanova

Descrição: Abertura oficial da mostra de fotografia e de curtas em Divulgação Científica e Cultural, seguido da exibição do filme “Fora de onde?”, da atriz e arte-educadora Pamella Villanova. Após a exibição, teremos um debate sobre o filme com a criadora, com participação do público através do chat do Youtube.

“Fora de onde?”, de Pamella Villanova

Quando eu jogo alguma coisa fora, eu jogo fora de onde? Em um convite poético ao pensamento, vamos dialogar com alguns pontos de vista sobre a problemática do lixo. Como podemos perceber e lidar com esses rastros de consumo que fiz e sigo fazendo todos os dias? O que acontece com o saquinho de lixo depois que coloco na porta de casa? Qual o futuro dos descartados? Quantas histórias o lixo conta! Em interlocução com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei 12.305/2010, este espetáculo é teatro e educação ambiental, é tragédia, diversão e reflexão em uma palestra-performance.

 

30 DE SETEMBRO

 

“(Re)existências democráticas: (Re)ocupar a política, a cultura e a ciência”
das 17h às 18h
Local: Sala de defesa de teses do prédio da Coordenadoria de Pós-graduação do Instituto de Biologia (Unicamp)
Palestrantes:

Eunice Pimenta

Começou sua militância política nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) no ano de 1977; Como trabalhadora têxtil, participou das lutas desta categoria, atuando na Oposição Sindical Têxtil entre 1982 e 1988; No movimento sindical, participou dos congressos – CONCLATs – de criação da Central Única dos Trabalhadores-CUT; Foi presidente da Associação de Moradores do Parque das Nações e Morada do Sol de 1998 a 2000, anos das maiores conquistas destes bairros; Foi membro do Conselho Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Promoção Social. Durante 6 anos foi assessora parlamentar do Deputado Federal Luiz Eduardo Greenhalgh para todo interior do estado de São Paulo; Na eleição de 2004 foi uma das mulheres mais votada de Americana e Região, assumindo a primeira suplência de vereador; Em 2007 assumiu como Administradora da Regional da Praia Azul, realizando um grande trabalho que reconhecido pelos moradores desta região. É militante do MST desde a sua fundação. Atualmente Eunice Pimenta é dirigente estadual do MST ( Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Foi uma das idealizadoras e professora do Primeiro EJA (Educação de Jovens e Adultos)  no assentamento Milton Santos em Americana. Idealizou e participa da construção da escola para o EJA e outras atividades no Assentamento Milton Santos, cuja construção vem sendo realizada em regime de mutirão junto a estudantes e amigos do MST.

Monique dos Anjos Costa Pedro Dreisewerd

Mestranda em Divulgação Cultural e Científica (Unicamp) estudando gênero, raça e o impacto dessa intersecção dentro dos ambientes digitais das redes sociais. Formada em jornalismo, trabalha como consultora de comunicação antirracista para terceiro setor, instituições de ensino e corporações privadas.

Mediadore:

Rodrigo Toledo

Pós-Dr/Postdoctor Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – UNICAMP/FCA. Pós-Dr/Postdoctor em Ciências Sociais – UNESP/FCLAr. Doutor em Ciências Sociais – UNESP/FCLAr e Universidad de Salamanca – España. Mestre em Sociologia – UNESP/FCLAr. É Professor Colaborador na UNICAMP/FCA, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, ICHSA. Desenvolve pesquisa de Pós-Doutorado na Unicamp-FCA no ICHSA.Tem pós-Doutorado em Ciências Sociais pela UNESP-FLCAR. Doutor em Ciências Sociais (2013), com período sanduíche na Universidade de Salamanca, USAL, Instituto de Iberoamérica e Centro de Estudios Brasileños. Mestre em Sociologia (2006), pela UNESP/Araraquara. Desenvolve pesquisas sobre teorias democráticas, teorias sociológicas, desigualdades sociais, vulnerabilidade, espoliação urbana, processo de planejamento urbano e metodologias participativas na formulação de políticas públicas.

Descrição:

Face aos constantes ataques à democracia brasileira que vem ocorrendo ao longo dos últimos anos, mostra-se essencial retomar o debate público e retornar a política aos interesses da sociedade, visando combater o sucateamento da educação, da cultura, e da ciência brasileira.

Partindo dessa necessidade, esta mesa se propõe a discutir como adentrar os espaços e os públicos, sejam os físicos ou digitais, em prol da defesa da democracia e de um futuro melhor.

 

Sessão de encerramento

das 18h15 às 18h30
Local: Sala de defesa de teses do prédio da Coordenadoria de Pós-graduação do Instituto de Biologia (unicamp)

Cristiane Costa Dias (Coordenadora NUDECRI)
Marcos Aurélio Barbai (Coordenador do Mestrado em Divulgação Científica e Cultural)
André Mateus Rodeguero Stefanuto (Coordenador do EDICC)
Flora Villas Carvalho (Coordenadore do EDICC)

Mediação: Milena Bachir Alves (discente do Labjor e membro da Comissão Organizadora do EDICC)